segunda-feira, 18 de maio de 2009

O LIXO ELETRÔNICO

Este texto tem como objetivo apresentar aspectos ligados a um dos maiores desafios do nosso século: a gestão do lixo eletrônico e a sua destinação final. O Lixo eletrônico é definido como sendo todos os resíduos e dispositivos resultantes do rápido descarte de equipamentos eletro-eletrônicos. São os equipamentos compostos por circuitos eletrônicos que vão desde eletrodomésticos como geladeiras, televisores, máquinas de lavar, microcomputadores, telefones celulares, aparelhos de CD, mp3, etc. À primeira vista, são equipamentos inofensivos, de uso normal e que são feitos para nos trazerem conforto e comodidade, mas que normalmente o seu destino final se transforma num grande problema para o homem e para o meio ambiente, pois, o lixo eletrônico possui muitas substâncias tóxicas e metais pesados. Ainda é considerado como lixo eletrônico os spams (e-mails indesejados), os vírus e outras modalidades de lixo eletrônico-virtual que causam muitos danos e prejuízos para a nossa sociedade.

Quando são jogados no lixo comum, as substâncias químicas presentes nos equipamentos eletrônicos podem penetrar no solo. Ao ocorrer o contato com os lençóis freáticos as substâncias como mercúrio, cádmio, arsênio, cobre, chumbo e alumínio contaminam plantas e animais por meio da água, podendo contaminar alimentos e intoxicar seres humanos. A contaminação também pode se dar pelo contato direto com componentes perigosos nos lixões a céu aberto.

Juntamente com os danos a saúde humana e ao meio ambiente, o lixo eletrônico vem causando o surgimento de uma serie de problemas sociais relacionados a ele. A maior parte deles resulta de uma combinação de diversos fatores, como a falta de leis que responsabilizem os fabricantes pelo descarte incorreto dos produtos inutilizados, a falta de fiscalização quanto ao destino dos materiais encaminhados à reciclagem e a pouca divulgação ao consumidor sobre a forma correta de descartar os eletrônicos. Numa simples pilha podem ser encontrados componentes tóxicos como: cádmio, chumbo e mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, pois eles são bioacumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode também ocasionar mutações genéticas.

Muitos produtos eletrônicos contêm metais pesados, um simples PC (computador pessoal) tem em sua estrutura elementos como: Al (alumínio), Pb (chumbo), Ge (germânio), Ga (gálio), Fe (ferro), Sn (estanho), Cu (cobre), Ba (bário), Ni (níquel), Zn (zinco), Ta (tântalo), In (índio), V (vanádio), Be (berílio), (liga Be-Cu), Au (ouro), Ti (titânio), Co (cobalto), Mn (manganês), Ag (prata), Cr (cromo), Cd (cádmio), Hg (mercúrio), além de plásticos como PVC e outros.

Os eletrônicos de consumo são projetados para serem substituídos quando quebram ou quando se tornam obsoletos. O ciclo de vida dos eletroeletrônicos é, em geral, curto. A taxa de renovação aliado ao curto ciclo de vida é impressionante. Os preços dos concertos e tratamento dos elementos químicos encontrados nos eletroeletrônicos são muito altos. Esse quadro é agravado pela falta de políticas públicas governamental e consciência populacional.

A mídia gera um apelo muito intenso para que os usuários se mantenham sempre atuais e a comprarem produtos novos. Tal fato leva o nome de consumismo, o qual tem relação direta com o aumento da produção de lixo eletrônico.

Hoje, os ciclos de substituição de aparelhos estão cada vez mais acelerados, em geral, a aquisição de um aparelho novo é, monetária e tecnologicamente, mais vantajosa que o reparo de um produto usado. Ao primeiro sinal de defeito são substituídos por um novo produto.

A tendência geral de um crescente consumismo no segmento de equipamentos eletroeletrônicos (EEE), com seus lançamentos simultâneos é quase que diário. Trata-se de uma verdadeira febre mundial por novidades. Há logo o desejo por parte dos usuários de substituir os equipamentos de versões antigas pelos mais recentes, por conta disso, face ao constante avanço da tecnologia, o tempo de vida útil dos eletrônicos está cada vez mais curto, está cada vez mais rápida a troca por versões mais novas. Além disso, existe uma constante busca de informações em tempo real, dada a imensa esfera de dinamismo em que o mundo globalizado de hoje está envolvido.

Do ponto de vista ambiental essa produção cada vez maior e mais rápida de novos eletrônicos traz um grande risco à humanidade. Isso se traduz num elevado consumo dos recursos naturais empregados na fabricação dos mesmos, e principalmente no que diz respeito ao modo de descarte e à má gestão destes recursos. Na maior parte das vezes esses equipamentos vão parar em lixões ou em aterros sanitários como resíduos urbanos comuns. Isso tudo ocorre por falta de políticas e leis que determinem o descarte e tratamento ideais para estes resíduos provenientes de equipamentos eletrônicos, e a falta de incentivo para a prática da reciclagem.

A liberação de metais pesados para o meio ambiente causa diversas alterações na fisiologia dos diversos componentes da cadeia alimentar, não raro levando também ao fenômeno de bioacumulação na mesma. A presença de metais pesados no organismo humano pode causar diversas degenerações e doenças graves, como o câncer.

A queima de produtos eletrônicos libera metais pesados, como chumbo, cádmio, mercúrio e outro na atmosfera em forma de cinzas. A incineração despeja na atmosfera substâncias tóxicas e cancerígenas, como as dioxinas.

A reciclagem, embora represente uma saída inteligente, traz um problema: os elementos químicos perigosos presentes em alguns produtos eletrônicos podem afetar as pessoas que trabalham com a reciclagem, assim como os visinhos e o ambiente. É possível fazer a reciclagem e o reaproveitamento dos elementos químicos, o que também é preciso é uma maior consciência por parte do setor produtivo destes artigos e dos consumidores.

Nos EUA e países da Europa a política de destino final desse lixo é bem rigorosa, pois, a responsabilidade de cada resíduo gerado é de responsabilidade do fabricante até o fim de toda sua vida útil.

No Brasil ainda não existe nenhuma regulamentação para disposição do lixo eletrônico. Estima-se que todos os anos, sejam descartados cerca de 20% dos aparelhos celulares que circulam no País.

A situação do lixo eletrônico está totalmente desequilibrada, pois, a quantidade de descarte produzido supera em muito a capacidade de absorção e reciclagem do sistema produtivo. E, no processo de fabricação de qualquer produto eletrônico, muitas empresas não levam em conta os impactos social e ambiental.

Atualmente, na maior parte do planeta, não existem leis que definam os locais onde deve ser depositado esse tipo de lixo. Isso torna habitual o deposito dele no lixo comum ou sua queima a céu aberto. A questão se torna mais grave por causa da presença de substâncias tóxicas, não biodegradáveis, na maioria dos produtos que constituem o lixo eletrônico. Tal substancia, quando não tratadas adequadamente, oferecem sérios riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

A destinação final dos componentes eletrônicos é uma parte importante no processo de tratamento dos resíduos provenientes do lixo eletrônico que hoje preocupa a sociedade moderna. Estamos caminhando para um quadro cada vez mais preocupante, pois, o grande consumo de materiais eletrônicos e o descarte inadequado dos usados se apresentam como um dos maiores problemas ambientais que o mundo moderno enfrenta.

A crescente preocupação com o meio ambiente tem levado empresas a adotar novas táticas de mercado, assim como países a criar leis apropriadas. A Convenção da Basiléia é um tratado internacional que se ocupa do comércio mundial de resíduos tóxicos inclusive com o propósito de reciclá-los.

“Quando um eletrônico é jogado em lixo comum e vai para em um aterro sanitário, há grandes possibilidades de que os componentes tóxicos contaminem o solo e cheguem até os lençóis freáticos, afetando também a água, segundo a especialista. “Essa água pode ser usada para irrigação, para dar de beber ao gado e dessa forma, seja pela carne ou pelos alimentos, esses elementos podem chegar até o homem”.

Uma coisa fica clara, o lixo eletrônico é um problema tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana e os mais afetados são os países que menos possuem infra-estrutura!!!

REFERÊNCIAS

idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2007/04/26/idgnoticia.2007-04-25.3237126805/ - 72k –

lixoeletronico.org/ - 22k –

lixoeletronico.org/blog/o-ciclo-do-lixo-eletrônico-1-produção-e-consumo - 41k -

Revista Galileu, edição no 565, 22/09/2005.

Revista Época, edição no 343, 13/12/2004.

Jornal O Globo, Seção Meio Ambiente, edição de 17/11/2005 (Por Mônica Yanakiew).

Jornal O Globo, Seção Economia, edição de 06/11/2005 (Por Alba Valéria Mendonça).


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI
Campus Universitário Senador Helvídio Nunes de Barros
CURSO: BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
DISCIPLINA: TEORIA GERAL DE SISTEMAS
PROFª: PATRÍCIA MEDYNA LAURITZEN DE LUCENA DRUMOND
ALUNO: José Paulo de Oliveira

Picos - PI, 18 de maio de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

O MITO DA CAVERNA

A ALEGORIA DA CAVERNA

Introdução

O presente trabalho visa fazer um resumo do texto "O Mito da Caverna", uma parábola escrita pelo filósofo Platão cerca de 400 anos A.C. que demonstra como podemos nos libertar da escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. O Mito da Caverna trata-se de um diálogo metafórico e imaginário entre o filósofo Sócrates e seus irmãos Gláucon e Adimanto. Neste diálogo, Platão consegui dar ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
Inicialmente apresentarei um resumo do texto e, em seguida, farei um comparativo entre “A Alegoria da Caverna” com "As Sombras da Vida" de Maurício de Souza e, "A Alegoria da Caverna" contada por Marilena Chauí.

Resumo

Imagine a seguinte situação: Supõe-se alguns homens, semelhantes a nós, aprisionados desde a infância numa habitação subterrânea em forma de caverna, tendo esta uma única entrada para a luz. Na posição em que eles se encontram, na semi-escuridão, só conseguem enxergar sombras projetadas pela luz que entra por detrás deles. Essas sombras são de homens carregando objetos de variadas formas e tamanhos, formando, na caverna, sombras espetaculares. Uns conversam entre si, outros apenas passam. Para estes prisioneiros, nestas condições, esta é a única realidade do mundo que eles conhecem.
O que aconteceria se um deles fosse solto? Sua primeira reação seria de dor, pelos anos de confinamento. Em seguida, ao alcançar o mundo externo, sua visão seria ofuscada pela súbita claridade da luz. Mas, aos poucos ele se fascinaria com a descoberta e, com o tempo, ele começaria a se adaptar a essa nova realidade. Ao lembrar-se de sua vida anterior, pensaria: - Prefiro antes sofrer tudo de novo a regressar àquelas ilusões e viver naquele mundo de antes.
Caso este homem, agora consciente, resolvesse retornar à caverna, veria, em um primeiro momento, apenas trevas. Mas, mesmo depois, teria dificuldade de distinguir as sombras que antes lhe eram tão familiares. Se seus companheiros fossem soltos e forçados a sair da caverna, tentariam agarrá-lo e o matariam, por não acreditarem que existisse outra verdade além da que eles conheciam.
Comparando o mundo visível com a caverna e, a luz que lá incidia como o sol que nos ilumina, podemos considerar que a descoberta de outro mundo representa uma nova vida para onde as almas se elevam, mas só Deus sabe se ela é verdadeira. Tendo como base esta idéia do bem, que é criadora do mundo e senhora da verdade e da inteligência, precisamos nela crer para sermos sensatos na vida. A idéia do Bem, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida.

Comparativo

Maurício de Souza fez uma analogia ao tema de Platão, no qual um homem comum prende-se às suas falsas crenças, mesmo após séculos, o ser humano continua condicionado a uma vida determinada pelo ambiente à sua volta.Na história de Maurício, os indivíduos da caverna na era pré-histórica, acabam por conhecer a verdade sobre a vida. Marilena Chauí retrata o mito de forma mais compreensível e atual, fazendo uma análise dos principais itens abordados, do ponto de vista filosófico, fazendo com que se perceba que tudo está relacionado ao mundo em que vivemos. A sua forma de interpretar está voltada para o mundo da Filosofia, considerando a relação entre as pessoas comuns (ignorantes), os filósofos e o mundo das idéias verdadeiras em que a realidade está no mundo das idéias e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo ilusório das coisas sensíveis, no grau da apreensão de imagens, as quais não são objetos de conhecimento. Platão acredita na idéia do bem, como criadora de tudo que há no mundo e como a chave para uma vida sábia e sensata.
O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas através da luz da verdade.

Comentários

A Obra de Platão “O mito da caverna”, também chamada de Alegoria da Caverna, encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).
Observe que de Platão até hoje o mundo e as pessoas não mudaram, podemos perceber ainda que a história se repete e, nos dias atuais, os meios de comunicação, principalmente a televisão, passa a ser a grande caverna que manipula a mente humana, e induz o homem a levar uma vida forjada na ilusão.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI
Campus Universitário Senador Helvídio Nunes de Barros
CURSO: BACHARELADO EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO
DISCIPLINA: TEORIA GERAL DE SISTEMAS
PROFª: PATRÍCIA MEDYNA LAURITZEN DE LUCENA DRUMOND
ALUNO: José Paulo de Oliveira

Texto de Platão: (República, Livro VII)
Texto de Maurício de Souza: (“As Sombras da Vida”)
Texto de Marilena Chauí: (“Alegoria da Caverna ")

Picos - PI, abril de 2009.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A PIADA DO DIA

O exame

Um homem de 85 anos estava em seu checkup anual e o médico pergunta como ele está se sentindo. - Eu nunca me senti tão bem! - disse ele - minha nova esposa tem 18 anos e esta grávida! Esperando um filho meu! Qual a sua opinião a respeito?O médico refletiu por um momento e então, disse: - Deixe-me contar-lhe uma estória. Eu conheço um cara que era um caçador fanático. Nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila, ao invés de sua arma. Quando estava na floresta, repentinamente um urso apareceu em sua frente! Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso, e este, inexplicavelmente, caiu morto à sua frente. - Isto é impossivel! - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso!!! - Exatamente.... Esta é minha opinião a seu respeito! ...