A ALEGORIA DA CAVERNA
Introdução
O presente trabalho visa fazer um resumo do texto "O Mito da Caverna", uma parábola escrita pelo filósofo Platão cerca de 400 anos A.C. que demonstra como podemos nos libertar da escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. O Mito da Caverna trata-se de um diálogo metafórico e imaginário entre o filósofo Sócrates e seus irmãos Gláucon e Adimanto. Neste diálogo, Platão consegui dar ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
Inicialmente apresentarei um resumo do texto e, em seguida, farei um comparativo entre “A Alegoria da Caverna” com "As Sombras da Vida" de Maurício de Souza e, "A Alegoria da Caverna" contada por Marilena Chauí.
Resumo
Imagine a seguinte situação: Supõe-se alguns homens, semelhantes a nós, aprisionados desde a infância numa habitação subterrânea em forma de caverna, tendo esta uma única entrada para a luz. Na posição em que eles se encontram, na semi-escuridão, só conseguem enxergar sombras projetadas pela luz que entra por detrás deles. Essas sombras são de homens carregando objetos de variadas formas e tamanhos, formando, na caverna, sombras espetaculares. Uns conversam entre si, outros apenas passam. Para estes prisioneiros, nestas condições, esta é a única realidade do mundo que eles conhecem.
O que aconteceria se um deles fosse solto? Sua primeira reação seria de dor, pelos anos de confinamento. Em seguida, ao alcançar o mundo externo, sua visão seria ofuscada pela súbita claridade da luz. Mas, aos poucos ele se fascinaria com a descoberta e, com o tempo, ele começaria a se adaptar a essa nova realidade. Ao lembrar-se de sua vida anterior, pensaria: - Prefiro antes sofrer tudo de novo a regressar àquelas ilusões e viver naquele mundo de antes.
Caso este homem, agora consciente, resolvesse retornar à caverna, veria, em um primeiro momento, apenas trevas. Mas, mesmo depois, teria dificuldade de distinguir as sombras que antes lhe eram tão familiares. Se seus companheiros fossem soltos e forçados a sair da caverna, tentariam agarrá-lo e o matariam, por não acreditarem que existisse outra verdade além da que eles conheciam.
Comparando o mundo visível com a caverna e, a luz que lá incidia como o sol que nos ilumina, podemos considerar que a descoberta de outro mundo representa uma nova vida para onde as almas se elevam, mas só Deus sabe se ela é verdadeira. Tendo como base esta idéia do bem, que é criadora do mundo e senhora da verdade e da inteligência, precisamos nela crer para sermos sensatos na vida. A idéia do Bem, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida.
Comparativo
Maurício de Souza fez uma analogia ao tema de Platão, no qual um homem comum prende-se às suas falsas crenças, mesmo após séculos, o ser humano continua condicionado a uma vida determinada pelo ambiente à sua volta.Na história de Maurício, os indivíduos da caverna na era pré-histórica, acabam por conhecer a verdade sobre a vida. Marilena Chauí retrata o mito de forma mais compreensível e atual, fazendo uma análise dos principais itens abordados, do ponto de vista filosófico, fazendo com que se perceba que tudo está relacionado ao mundo em que vivemos. A sua forma de interpretar está voltada para o mundo da Filosofia, considerando a relação entre as pessoas comuns (ignorantes), os filósofos e o mundo das idéias verdadeiras em que a realidade está no mundo das idéias e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo ilusório das coisas sensíveis, no grau da apreensão de imagens, as quais não são objetos de conhecimento. Platão acredita na idéia do bem, como criadora de tudo que há no mundo e como a chave para uma vida sábia e sensata.
O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas através da luz da verdade.
Comentários
A Obra de Platão “O mito da caverna”, também chamada de Alegoria da Caverna, encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).
Observe que de Platão até hoje o mundo e as pessoas não mudaram, podemos perceber ainda que a história se repete e, nos dias atuais, os meios de comunicação, principalmente a televisão, passa a ser a grande caverna que manipula a mente humana, e induz o homem a levar uma vida forjada na ilusão.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI
Campus Universitário Senador Helvídio Nunes de Barros
CURSO: BACHARELADO EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO
DISCIPLINA: TEORIA GERAL DE SISTEMAS
PROFª: PATRÍCIA MEDYNA LAURITZEN DE LUCENA DRUMOND
DISCIPLINA: TEORIA GERAL DE SISTEMAS
PROFª: PATRÍCIA MEDYNA LAURITZEN DE LUCENA DRUMOND
ALUNO: José Paulo de Oliveira
Texto de Platão: (República, Livro VII)
Texto de Maurício de Souza: (“As Sombras da Vida”)
Texto de Marilena Chauí: (“Alegoria da Caverna ")
Picos - PI, abril de 2009.
Texto de Maurício de Souza: (“As Sombras da Vida”)
Texto de Marilena Chauí: (“Alegoria da Caverna ")
Picos - PI, abril de 2009.


Muuuuuuuuuuuuuuuuito bom, catei pra escola :D
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